terça-feira, 14 de outubro de 2008
OITO DIAS.
A minha vida parecia muito insignificante: não prestava atenção na minha saúde. Existe uma hora que o bicho aperta e você é obrigado a entrar na dança. Pois bem. Reclamei o finde inteiro, e ganhei um aprendizado. Foi bom? Não, não foi. Foi horrível a experiência... mas, gratificante.
Vi que o meu problema era aperta uma agulha diante de tanta palha. A minha dor não era tão grande quanto a dor de perder um filho por câncer. As minhas consequências não são tão graves quanto constatar câncer. Eu era, ali, apenas uma paciente roxa e presa vendo o movimento de bactérias e câncer.
Dormi ao som de gemidinhos e roncos. Vi sete pessoas indo embora, e só eu permanecia naquele leito esperando a minha ida. E, ainda, reclamava. Por quê? Porque eu [achava que] estava bem. Vi gente comendo e eu com mais de 70 horas sem comer. Comi duas maçãs neste intervalo. Não pude beber água e presenciar uma menina com um ano a mais que eu bebendo 2L.
Vi enfermeiras trocando de turno e me agradando. Ainda bem que existia a "biscoito fino". Sentirei saudades dela. O meu remédio não eram diretos, tinha o meu sorinho naquele carrinho. O temido carrinho. Que Deus o tenha. O medo daquele carrinho parar naquele quarto era enorme. Cada parada, n remédios.
Graças a Deus existia a dona Jovita. A única mulher na face da Terra que me fez rir com sede e fome. "Enfiram um treco grosso no meu cu". "Tô mijando por trás". Quem não conseguiria rir? Irei ligar pra ela pra contar de tudo =].
Fiz amigas. E, permaneci ali inquieta. Os médicos me odiavam porque eu sempre estava a disposição de perguntar quando que eu iria sair dali. Mas afinal, quem gosta de hospital é médico humpf. O Dr. André era a pedra no meu sapato, putaquepariu, ele nunca me animava e sempre prolongava minha ida pra casa. Detalhe básico: ELE ERA[É] LINDO! u.u
Ganhos: 18 picadas. Todos roxos e doloridos. Thais com cara de doente e sem vitaminas.
E, agora, um ganho inédito odiável: SEM GORDURA. Adeus chocolate, bolo, leite e requeijão. Até daqui alguns meses quando nos encontraremos no mesmo bat-canal e bat-horário.
it's not the end;
domingo, 5 de outubro de 2008
semtítulo
o reconhecimento das pessoas é um caso sério.
a thais está partindo,
preparem as malas.
sábado, 4 de outubro de 2008
1.6
Ontem, abri a boca pra falar apenas merda. O castigo veio, e nunca me senti tão mal.. nunca tive dores tão fortes iguais aquelas. Pelo menos, aprendi a esperar.
Amigos. Aqueles com que me referia... são demais pra mim. Penso, as vezes, que não sou digna de tê-los como amigos. Já outros, quero que explodam pela sensibilidade inexistente. Não, não estou jogando indiretas pra você, agora, a minha vida é real-realista-tocante.
Há um ano atrás, estava vivendo uma vida que não queria.
Neste ano que passou, realizei meus sonhos e desgraças. Ganhei coisas que jurava que era eterno, e perdi pessoas eternas. Ouvi coisas absurdas e disse coisas absurdas.
Como todos os anos se repetem, espero que ano que vem seja melhor. Seja autosuficiente para render uma boa risada na segunda matinal =].
Deus, obrigada por me fazer sobreviver. Não sobreviveria hoje... juro!
thais with lasers.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
domingo, 28 de setembro de 2008
Uma semana.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
tchitchups
É a única coisa que devo comentar. Título idiota, e pessoa mais ainda. Acho que estou sendo abduzida para outro mundo, ou grávida. Mentchera, galëre. Meus pensamentos estão tão zen.
Fumei. Certeza. Mentchera, de novo.
O mundo. Existe dois mundos: um real, e outro também. Quando a gente percebe, acabamos fazendo uma revolução numa coisa sem sentido[!!!]. Pois bem, quase dois meses de mudança radical. Virei emo. Agora posso cantar my chemical romance o tempo inteiro. Aliás, posso ouvir i caught fire *_________________*.
De certo modo, não de nada. Acho que só faltam 12 dias. E, não quero mais ser velha. A crise existencial de idade bateu. E, também, não quero mais ir em nenhum show. Mentchera. Adam, desculpitcha :(. Eu te amo você D:. Em pensar que quando acabar o colegial, e ir pra faCUl, não vou ter algumas coisas. Não sei se consigo. E outra, estou bem.
Tá, eu posso até me enganar... mas eu continuo não acreditando totalmente nas pessoas. A confiança em que depositei numa, falhou. What should i do? AIN, odeio prova surpresa de inglês. RISOS. Mas beleza, tô falhando. E, se deus quiser, meu horóscopo não falhará.
Quando chegar o fim do ano, espero que avisem ou batam na porta. OU NÃO. XENTE, as vezes, me sintcho tão mal quando sou crucificada. Não tenho bolinha de cristal para adivinhar pensamentos. E, quem se ferra, sou eu mesma. SEMPRE. E odeio injustiça, FACTO.
Por que será que esse preconceito que as pessoas têm são tão idiotas? Não suporto esse xingamento coletivo. Antes ouvir isso do que ser surda. [thais bate na boca três vezes]. ALLAN, TE AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAMO <3
Quero uma agenda idiota para escrever coisas idiotas e colocar fotos idiotas. Ou não quero nada, porque não vou butar equações. Meu trabalho não permitirá. [sacaram o trocadilho volumétrico?]
AAAAAAAAAH, UMA SEMANA. E uns dois meses para minha mãe me empacar. OH VIDA! Não queria também :(.
ADAM, a thais te ama :D
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
[...]
The spider web is tangled up with me
And I lost my head
The thought of all the stupid things I'd said
Oh no, what's this?
The spider web,
and I'm caught in the middle
So I turn to run
And thought of all the stupid things I'd done
And I never meant to cause you trouble
I never meant to do you wrong
And ah, well if I ever caused you trouble
Oh, no I never meant to do you harm
Oh no, I see
The spider web,and it's me in the middle
So I twist and turn
But here am I in my little bubble
They spun a web for me
terça-feira, 9 de setembro de 2008
domingo, 7 de setembro de 2008
T-H.
Ora, ora. Qual o seu nome, menina? Thais. T-A-I-S. Não, senhor... Thais com T-H. Sobrenome? Guizellini. Oi? G-U-I-Z-E-L-L-I-N-I. Ah, obrigado. Por nada. Acho que soletro meu nome umas vinte vezes ao mês. Não, não contei quantas vezes e nem vou contar. É uma estimativa, apenas. Enfim.
Não queria chamar Amanda. Nem Pedro. Aliás, Pedro é bonito. Mas, não sou homem [risos idiotas]. Minha mãe tem cada história. Toda vez, ela conta a mesma. Sim, já fiz tanta coisa de arrancar os cabelos. E, também, de bater com a porta na cara. Já pensei que o fio do telefone era de brinquedo, e cortei-o. Já brinquei até não agüentar e fazer xixi nas calças. Já berrei por medo de abelhas [assassinas!]. Já morri de medo de escuro. Já sonhei que minha mãe tinha morrido. Já amei incontrolavelmente. Já estraguei meu brinquedo favorito. Já grudei chiclete no cabelo, e tive de cortá-lo. Já mudei de escola umas seis vezes [estimativa de novo, ok.]. Já quis ser professora – se bem que ainda tenho uma queda pra ser. Já pintei até doer a mão. Já briguei com todo mundo. Já fiz muitas coisas escondido. Já menti, omiti a verdade e mudei a história. Já me bati. Já me ofendi. Já chorei por tomar vacina. Nunca quis tomar vacina. Já gritei com meu pai. Já briguei com meu avô. Já sonhei com coisas idiotas. Já chorei por chorar. Já fiz burradas [quase] inconsertáveis. Já fiz amigos, e inimigos também. Já quis ajudar o mundo. Já quis destruir, também. Já quis ter uma loja de CDS. Já sonhei acordada com momentos fantasiados. Já briguei com minha irmã, já a odiei. JÁ ODIEI A MINHA IRMÃ. Já quis que ela explodisse. Já disse coisas horríveis a ela. Já estamos bem. Já amo novamente. Já me senti culpada por coisas que não são minhas. Já fugi de pessoas. Já me entreguei. Já vi duas cobras-cegas na minha vida, duas lhamas, dois hipopótamos, e nenhuma girafa. Já fiz amizades pro resto da vida. Já chorei demais por elas. Já quis terminar com todos. Já dormi de tênis novo. Já penteei o cabelo pra tirar foto. Já passei o batom vermelho da minha mãe e dei um beijo em meu pai. Já fiz cócegas no meu pai. Já perdi meu cachorro, já o encontrei. Já desejei pessoas. Já me enojei por isso. Já amei pra valer, e ninguém sabia. Já fui calada. Já ouvi Sandy&Junior. Já gostei de pagode. Já odiei Spice Girls. Já tive inveja das minhas amigas. Já me senti culpada por certas circunstâncias. Já li coisas. Já vi coisas [...]
T>
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
TÍTULO
Tanto tempo se passou, que até perdi a conta. Até perdi a conta de coisas que fazia. Perdi a vontade de fabricar carinhas engraçadas e escutar Francês. Perdeu a graça, e a importância.
Se foi, e só agora pude perceber o bem que me fazia. O tempo, além de correr, nunca pára. O egoísmo foi grande, e acabei sendo derrotada.
Só tava pensando, ultimamente, que posso ter um pouco de razão sobre isso. Hoje mesmo, tava lá ouvindo minha mãe falando merda pra mim.. como sempre tentando me fazer igual a minha irmã. Minha irmã é uma boa pessoa. Pelo menos, ela salva a família. Agora, a comparação de duas pessoas diferentes não existe. Isso me deixa puta da vida.
Pode até ser que não era comparação. O tratamento era igual. Não gostava daquela mesmice. Mesmo porque, as pessoas nunca consegue ver o bem quando faço a elas. Ou não faço e penso que faço. Poxa, será que se lembra de tantas coisas que um dia fiz?
Hoje, os desenhos engraçadas não me fazem importância porque me traz lembranças desesperadoras. Ou até mesmo uma palavra de conforto. Joguei tudo no lixo por conta de ser idiota.
Aprendi. Estou mais leve a ponto de fazer amizades e ter amigos reais =]. Espero que não faça a mesma coisa, ou aja do mesmo jeito. Enfim, a vida vai caminhando... mesmo que ainda há um pedaço meu naquele lugar úmido e desconhecido.
Hoje, também, tu sabes mais de mim do que eu mesma. Não sabia quase nada da sua vida. Nem seus segredos. Tu sabias tudo. MESMO. Era essa a consideração que interagia com a gente. E, sumiu.
Espero que esteja bem o suficiente para ser feliz. Seja feliz do fundo do coração. Encontre alguém especial, saia bastante e faça mais amizades. Viva la vida. E, aproveite tudo. E, não leia isso aqui.
Obrigada, amiGA[o]. Por tudo que já ouviu, falou e xingou. Obrigada pelas surpresas. Sua conversa faz falta, e sempre perco um pedaço do meu dia - do meu coração, e do sentimentalismo. Amei-te com sinceridade e tentei demonstrar o bastante. Ainda continua sendo assim, mas agora, vc tá na minha memória <3.