Não vou começar expondo meus dias entre quatro paredes hospitalares. Só queria deixar bem claro que tudo o que aconteceu foi um aprendizado pra eu sacar como a vida não é insignificante.
A minha vida parecia muito insignificante: não prestava atenção na minha saúde. Existe uma hora que o bicho aperta e você é obrigado a entrar na dança. Pois bem. Reclamei o finde inteiro, e ganhei um aprendizado. Foi bom? Não, não foi. Foi horrível a experiência... mas, gratificante.
Vi que o meu problema era aperta uma agulha diante de tanta palha. A minha dor não era tão grande quanto a dor de perder um filho por câncer. As minhas consequências não são tão graves quanto constatar câncer. Eu era, ali, apenas uma paciente roxa e presa vendo o movimento de bactérias e câncer.
Dormi ao som de gemidinhos e roncos. Vi sete pessoas indo embora, e só eu permanecia naquele leito esperando a minha ida. E, ainda, reclamava. Por quê? Porque eu [achava que] estava bem. Vi gente comendo e eu com mais de 70 horas sem comer. Comi duas maçãs neste intervalo. Não pude beber água e presenciar uma menina com um ano a mais que eu bebendo 2L.
Vi enfermeiras trocando de turno e me agradando. Ainda bem que existia a "biscoito fino". Sentirei saudades dela. O meu remédio não eram diretos, tinha o meu sorinho naquele carrinho. O temido carrinho. Que Deus o tenha. O medo daquele carrinho parar naquele quarto era enorme. Cada parada, n remédios.
Graças a Deus existia a dona Jovita. A única mulher na face da Terra que me fez rir com sede e fome. "Enfiram um treco grosso no meu cu". "Tô mijando por trás". Quem não conseguiria rir? Irei ligar pra ela pra contar de tudo =].
Fiz amigas. E, permaneci ali inquieta. Os médicos me odiavam porque eu sempre estava a disposição de perguntar quando que eu iria sair dali. Mas afinal, quem gosta de hospital é médico humpf. O Dr. André era a pedra no meu sapato, putaquepariu, ele nunca me animava e sempre prolongava minha ida pra casa. Detalhe básico: ELE ERA[É] LINDO! u.u
Ganhos: 18 picadas. Todos roxos e doloridos. Thais com cara de doente e sem vitaminas.
E, agora, um ganho inédito odiável: SEM GORDURA. Adeus chocolate, bolo, leite e requeijão. Até daqui alguns meses quando nos encontraremos no mesmo bat-canal e bat-horário.
it's not the end;
Um comentário:
Gui! digon q é exepcional este texto..Vc faz com q palavras amargas tenhas um tom de satira...Só vc´e mais ngm,sabe o qnto vc sofreu;como vc mesmo disse é sim um aprendizado..Mas um aprendizado de aperfeiçoamento para lidar com a vida a diante...
Continue sempre a ESCREVER..pois sempre continuarei a ler....AMO VC E SEUS TEXTOS..è mto bom saber q vc esta bem e de volta pra batalha !!! ...
Bjossss
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